Análise descritivo do filme: Relatos selvagens
Detalhes sensoriais: no filme, a fotografia é ótima e nos mostra com clareza o que quer transmitir, o diretor Damián Szifron nos insere em cada cenário.
Tipo de texto: narrativo, pois há enredo, personagens, tempo, espaço e clímax.
Finalidade da trama: o filme, talvez, tenha o propósito de nos fazer pensar antes de tomar alguma decisão, pois ele nos mostra o resultado que o impulso pode causar. Szifron transmite sua emoção e nos provoca reflexão a todo instante.
Análise do filme Relatos Selvagens:
a) Introdução:
Relatos Selvagens apresenta seis histórias distintas, que exploram diversos sentimentos, como ira, traição, arrependimento, confusão e vingança. Damián Szifron conduz o espectador por cada cenário, com personagens que despertam reações diversas, como empatia e repulsa, por exemplo. O roteiro é muito bem escrito, e o elenco cuidadosamente selecionado, compondo juntos, cenas intensas e marcantes.
b) Desenvolvimento:
O enredo do filme percorre situações que provocam perplexidade e uma certa intriga, desde o início, até seus desfechos.
Os detalhes realistas estão presente nos ambientes, nas atuações e nos diálogos. Ambientes escuros, expressões faciais e tons de voz causam um certo desconforto e tensão em quem assiste.
Os protagonistas transmitem emoções como compaixão, empatia, fúria e até uma certa satisfação diante da “retaliação” representada. O engenheiro “Bombita” é um dos que nos faz sentir na pele sua revolta, e chega ao clímax com seus movimentos frios e calculados.
Já na inusitada cena de Gabriel Pasternack, no avião, mostra o que um homem é capaz de fazer apenas por vingança.
Cada momento transmite sentimentos de forma imediata, conduzindo o público instantaneamente à cena em questão.
Quanto aos objetos e elementos visuais, todos eles são significativos: o prato de comida fria em um restaurante escuro, o som da chuva, a estrada vazia, o duelo dos carros que acaba em fatalidade, a festa de aniversário na prisão, a casa luxuosa que vira cena de um crime e o casamento que mal inicia e termina de forma “trágica”.
Sons como gritos, facadas, vidro quebrando, explosões, golpes, choros, integram-se perfeitamente às imagens e despertam reações nos espectadores.
Mesmo que em algum momento se possa prever o que irá acontecer, os desfechos surpreendem e transportam para dentro da história.
O filme, por meio de suas seis histórias - que não têm nenhuma ligação entre si -, busca provocar uma reflexão sobre a linha tênue entre a civilidade e a barbárie. Todas as tramas mostram como situações cotidianas podem desencadear reações extremas de violência e vingança.
c) Conclusão:
Ao longo do filme, os elementos visuais, sonoros e narrativos, contribuem para a clareza que o autor propôs em sua ideia.
As situações apresentadas são plausíveis e perfeitamente podem acontecer com qualquer pessoa. Um dia de mau humor pode nos levar a uma ira desproporcional, em que o infortúnio parece o caminho mais curto. Uma simples multa pode gerar tamanha indignação e se transformar em “explosão” não apenas emocional.
Através da perfeita combinação das imagens impactantes, cenários realistas e sons muito bem atrelados à narrativa, Relatos Selvagens cria uma esfera emocional significativa, em uma sociedade marcada por injustiças.
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